quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Não é a mamãe


 


por José Amaral Neto, Presidente do MAIPO Mover, Articular, Integrar Pessoas e Organizações. Jornalista.

 

A data da posse foi anunciada em junho. Não há, portanto, possibilidade de incompatibilidade de agenda. A não presença gerou mídia robusta. E a agenda em São Paulo foi impulsionada e ganhou valor político.

Ao não ir, exerceu direitos constitucionais que defende: enquanto cidadão, ir e vir sem ser importunado. Enquanto chefe do primeiro cargo da República: o de estar em campanha.

Enquanto história se registrou para a eternidade.

Ficou evidente uma estratégia interessante para se evitar o ocorrido em 2018. O discurso sobre a lisura digital do pleito, hoje, tem com folga o apoio de todos e isso, garante que se reeleito a contestação vai ter que buscar argumentos mais sólidos. Só fazer oposição já perdeu o gás.

Os desencontros com o advogado tornado juiz para assumir um posto supremo, é um encontro de raposas inteligentes. A celeridade na busca do contraditório dá gancho para que ações intempestivas depois das eleições não vão tenham forças; pois, todo o aparato legal para as eleições de 2022 que tenham ganhado refutações, até o momento, garantem qualquer que seja o resultado a legalidade da posse do eleito nas urnas.

Em ambiente político não existe inimigos. O compadrio versa e se lambuza. Observe que na romana posse do responsável por dirigir o pleito de 2022, em todo o território nacional, a presença foi amistosa e, com um discurso milimetricamente construído sem ataques, mesmo com o vasto material produzido diariamente. O tom foi o de legitimar seja Francisco ou Chico; e ficou claro que no universo eleitoral de Pindorama, nenhum fogo contrário ao que as urnas registrarem prosperará.

Observe que fortalecer parceiros é o melhor canal para se pavimentar caminhos tortuosos. É um projeto de poder sem discurso: são atos. E o povo ouviu. As cidades brasileiras em peso foram às ruas para saudar o 7 de setembro. Não somente pelo orgulho do bicentenário, mas para ser Brasil como gente.

A bandeira brasileira é dos brasileiros. Ninguém a pegou pra si; são os que alardeiam sua usurpação, os que não conseguem abraçar sua brasilidade e nem consegue fazer frente e se apresentarem vestindo o pavilhão nacional com o amor que qualquer brasileiro sente por sua nação.

Aos que terão que aceitar o resultado eleitoral de 02 de outubro o alerta: “não é a mamãe.”.

#VamosConversando

quinta-feira, 25 de março de 2021

Quem é o vírus? (II)

por José Amaral Neto, Turismólogo, pós-graduado em Educação no Ensino Superior, jornalista

Perder alguém, amigo, parente, ou pessoa conhecida, não é fácil pra ninguém. Esse momento de pandemia é assustador e triste. Isso não se discute é fato.

Como jornalista estive durante cinco anos a frente do Departamento Científico de um hospital da rede privada editando artigos científicos de médicos pesquisadores da instituição. Neste período circularam oito edições de uma revista impressa deste órgão.

Junto a essa atividade desenvolvi funções de assessoria de comunicação interna e externa deste hospital.

Mais adiante num outro período de três anos em função de estar na Diretoria de Comunicação de uma instituição de ensino superior, trabalhei entrevistando e compilando informações científicas com médicos do hospital universitário.

Muito do que vemos de informação divulgada sobre esse vírus que vem ceifando vidas, mais assusta e angustia do que esclarece o que vem ocorrendo. Falta transparência sobre o que se quer e, principalmente sobre o que se está fazendo para resolver o problema.

A cada imposição de lockdow percebe-se que essa ação só funciona para criar pânico e falências da pequena indústria e do pequeno comércio; pois as grandes empresas continuam a exigir que seus funcionários sigam trabalhando. Home Office é somente para meia dúzia de pessoas incensadas; seja no setor privado ou no setor público.

O transporte coletivo continua funcionado e lotado a cada corrida, porque o número de ônibus e o número de horários disponíveis diminuíram drasticamente. E porque o trabalhador que deveria ficar em casa, recebe falta se não se apresentar ao trabalho. Assim, não assumindo o risco de entrar num ônibus, metrô ou trem, perde a cesta básica e não recebe o salário e a família padece.

O pequeno comércio, a pequena indústria, e igrejas, não vivem lotados na sua rotina. Ninguém tem dinheiro pra fazer compra todo dia e toda hora. Ninguém vai à missa, a um culto ou uma sessão, todos os dias; e muito menos todas as semanas. Este momento pede como nunca um encontro com o Sagrado para apaziguar mentes.

Lavar as mãos com água e sabão, higieniza e protege contra o vírus. Mas a mesma água e sabão não servem para lavar as máscaras tornando-as possivelmente reutilizáveis para quem nem de pano pode comprar.

Não há que se questionar o número assombroso de mortes divulgado; mas pode-se querer saber quantos na verdade tiveram morte causada pelo vírus. Não se pode ignorar que a maioria esmagadora das pessoas vem seguindo as determinações e seguindo os protocolos sanitários. Pode não ser o ideal desejado, mas é multidão diante dos que ignoram as regras, e a situação.

Por conta da profissão que exerço conversar com pessoas de várias partes do Brasil é uma rotina. E tem sido difícil não se emocionar com tanta fatalidade. No entanto, sempre entabulo um papo para aliviar a tensão da situação e acabo sabendo de que morreu a pessoa que faz o meu interlocutor, ou minha interlocutora, chorarem: tinha cardiopatia... Tinha diabetes... Sofreu trombose. Vou ficar só nessas três graves doenças.

Numa análise fria essa pessoa falecida não morreu pelo vírus – essa praga apenas potencializou a doença que já era pré-existente – então a pessoa morreu de problemas de coração, de diabetes ou trombose. Não pelo vírus. Não poderiam estar na contagem de óbitos funestos. Se houvesse logica nessa “curva móvel”.

Essas três enfermidades são problemas crônicos de saúde e, são endêmicas na saúde pública brasileira, desde sempre. Não seria o lógico fazer a frente contra essas doenças, de maneira ainda mais pragmática neste momento? Ampliar o acesso a exames de ultrassom principalmente os solicitados por angiologistas para melhorar os diagnósticos de pacientes propensos à trombose, é uma opção urgente. Um melhor atendimento aos cardiopatas, aos diabéticos, ágil e com acesso a equipe multifuncional que faça acompanhamento real e estratégico, conseguiria diminuir a necessidade desses pacientes em ocupar leitos para monitorar essas doenças.

Possíveis ações efetivas que desobstruiriam a ocupação de UTI´s e enfermarias. Essa linha de raciocínio não traz verdades; mas é apenas uma contribuição para se olhar para soluções necessárias para o ambiente da saúde pública brasileira neste momento, e pós-pandemia.

Não é simplesmente questionar os números, mas oferecer às pessoas dados que possam contribuir para se viver em paz e assim vencer a opressão do invisível que é este vírus mortal, principalmente fatal para as pessoas que não conseguem tratar suas doenças pré-existentes por falta de tratamento ambulatorial adequado; por falta de médicos e de enfermeiros para essas especificidades.

Fechar cidades se surtisse efeito que valha não geraria: “fizemos tudo o que era possível... ou o mês que vem será pior.” – E povo, ora o povo, é só o povo, uai.

Tratamento preventivo, respeito à autonomia do médico e do paciente, salvam vidas.

#VamosConversando

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

RELIGARE



Alguém que queira professar a fé. Alguém que queira profetizar o nome do Criador. Alguém que traga a força da palavra sagrada forjada em dois mil anos de história. Alguém que consiga ver para além dos profetas de ocasião que manifestam o caos como ordem. Alguém que seja profeta carregado da energia do Arquiteto do Universo para além das maquinações dos que detém o poder. Alguém sublime em orações versadas em palavras de ação pela vida das pessoas todas deste planeta vivente. Alguém tradutor do silêncio revelador das questões atemporais. Pensar gera pessoas criticas. Entender e permitir-se aprender fortalece pessoas realizadoras. Ver-se em uma liderança com a força da oração é alcançar o Criador em sua plenitude de bençãos e milagres, e isso, conforta o que eliminaria muito do estresse, consumismo, distúrbios sociais e depressão.

Onde está quem? Ou quem é, pode estar em você que lê aqui e agora? As pessoas se perderam em si mesmas na urgência de verem concretizados seus anseios. O imediatismo afastou as pessoas da religião porque as lideranças das igrejas em todas as suas denominações perderam o poder de profetizar embevecidos pelo medo que sempre combateram em favor do dizimo, este agora economicamente pouco provável.

A tua palavra é lâmpada

que ilumina os meus passos
e luz que clareia o meu caminho.
Salmos 119:105

A vacina tão ansiada é obra necessária. E deve ser vista como um caminho que leva à vida. Que os homens entendam que este momento demonstra que nada é maior que o Altíssimo. A ausência de um plano B para esta crise e, as perdas imprudentes de vidas que poderiam ser salvas vão deixando mãos com sangue que não poderão ser lavados se não perante o Criador.

Não é simplesmente religião, é religare. Ato de reaproximar; de voltar às origens.

Não basta fazer coisas boas é preciso fazê-las bem.”

Essas palavras de Santo Agostinho ilustram muito bem o que o momento atual exige.

11 meses já se passaram e ainda faltam UTI´s; 11 meses se passaram e a incompetência a espera de uma próxima onda; 11 meses se passaram e nada de uma bem articulada estratégia para distribuição das vacinas. 11 meses se passaram e medidas que se provaram incertas continuam a ser opção, gerando desemprego, desespero e fome. 11 meses se passaram e a Ciência sem Deus quer se tornar a nova ordem. Mesmo que na hora do desespero frente ao caos da saúde no mundo, ou no desalento de uma experiência que não avança cientistas apelem ao clamor natural no silêncio de suas máscaras: “Deus se apiede de nós”, ou “Oh! Deus dos céus, peço sua ajuda!”.

Todas as categorias merecem atenção especial em suas funções. No entanto, é sabido de antemão qual tarefa é sua responsabilidade. E enfrentá-la é salvar vidas. As salas de aulas são o mesmo que o corredor de um ambulatório médico: gente com urgências e emergências. Não dá pra dar ouro para tantos e quirela para outrem e não haver prejuízos para o todo.

Como a religião perdeu o alcance de sua voz as pessoas se sentem abandonadas e descrentes de suas responsabilidades. O óbvio tomou lugar da crença na vida. O óbito assumiu o destaque e, ele é apenas o fim inevitável. Não dá pra trazer as pessoas à razão da gravidade da situação atual, se as manchetes e reportagens são sobre o fim.

Não dá pra se conseguir os aliados necessários, se as mensagens que se destacam mostram os de sempre desviando dinheiro público e não sendo responsabilizados. Não tem como obter o melhor das pessoas quando políticos se proclamam donos da vida e produzem mortes sem que deles lhes seja tirado o poder nefasto de que fazem uso.

#VamosConversando                                                                                                                  

                                                                                     *por José Amaral Neto, Turismólogo, Jornalista, Presidente do MAIPO-Movimento de Articulação e Integração Propositiva Organizacional.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

JA IR para 2022

 



por José Amaral Neto, Turismólogo, pós-graduado em Educação no Ensino Superior, jornalista

 

2021 já nasceu em dezembro. Fim. Não existe muito que fazer a não ser juntar os cacos de 2020. A Câmara dos Deputados perdeu uma grande oportunidade de se apresentar como contraponto à politica nacional; seus membros eleitos pelo povo brasileiro se sentem a vontade em ignorar sua representação a bem de seus interesses pessoais.

O Senado da República está no mesmo balaio. Sem uma liderança, onde seus membros se articulam para se manterem vivos no ambiente que sustenta suas particularidades privadas; o país?!... Ora o país, é só um amontoado de eleitores que se satisfazem de 04 em 04 anos em troca de churrasco, cerveja, pagodeando um breganejo.

A oposição ainda luta entre si buscando uma identidade que fuja do genocídio que é a mutação virótica de decisões sem um líder que coadune ideias que cheguem ao povo que vota. Sim, porque até agora só atingiu o povo do celular em punho e discursos lacradores que não envolvem mais ninguém além deles mesmo e seus iguais.

Com o cenário nacional posto, algumas cidades brasileiras vão seguir o rito das muitas possibilidades que 2022 pode trazer – junto com JJBB. É fato que a continuar como está não há uma disputa que mude esse veredito político. Claro, olhando hoje, amanhã e mês que vem.

Para um exemplo, uma rápida análise utilizando Uberlândia: cidade mineira que não se definiu com clareza em qual papel segue com o Planalto; e de um grupo no poder que precisa se cacifar para pleitear continuidade em 2024. Um atual prefeito no ápice do seu melhor enquanto gestor, mas que não consegue imprimir sua marca para indicar um sucessor.

Tradicionalmente quando da ocorrência desses hiatos políticos, Uberlândia elege alguém ao congresso nacional que assume a prefeitura: assim aconteceu em 1996, 2000, 2004, 2012; e vai se repetir em 2024. Por isso a eleição de 2022 à Câmara Federal vai ser extremamente relevante – Quem estiver em Brasília é naturalmente forte candidato à eleição de Prefeita, ou Prefeito, de Uberlândia.

Não é prematuro falar deste tema, pois estamos a poucos meses das eleições gerais de 2022. Política é estratégia, e articulação, duas vias que exigem tempo e paciência para serem pavimentadas. Essa semana um tema que envolve membros do grupo que dirige o MDB da cidade de Uberlândia, ganhou destaque na imprensa e promete se desdobrar.

Um fogo-amigo emedebista que pode chamuscar a ida para Brasília de liderança do partido; o que pode deixa-lo de fora da briga em 2024 e, quiçá impingir derrota ano que vem, não somente à ele, mas também para o outro grupo do MDB que busca espaço e pode se perder nas brumas uberlandenses e uberlandinas que agita.

A nova Câmara de Vereadores das cidades brasileiras trouxeram muitas novidades individuais que se perderão no universo político com suas pautas importantes, por não possuírem a capilaridade política suficiente e necessária para avançarem em plenário. Isto, em função da ausência de participação nos grupos de comando político e seus interesses corporativos que não alcançam o povo.

A eleição do ano passado traz reflexão mostrando o que eleitoras e eleitores querem: que venha mudança, mas, para que tudo fique do jeito que está. Triste realidade de todas as cidades do Brasil. Para mudar isso é preciso coragem e uma liderança que queira liderar de fato. Alguém que consiga pensar para além da comodidade de cargos ou funções. Que tenha vaidade política sim, mas para além do simples poder. Que é passageiro. E quem não é...

Em Uberlândia a nova ordem edil mostra que dinheiro é importante em política desde que se saiba para quem oferecer. O numerário precisa se ligar ao título eleitoral por paixão ou via de regra em questão. O ato de votar continua sendo uma atitude de responsabilidade pessoal – os resultados mostram que há compromisso. No entanto, toda essa lealdade tem engessado a evolução necessária e urgente para um novo ambiente político, nas cidades, nos estados e no Brasil. #VamosConversando

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Sou MAIPO (II)

 por José Amaral Neto*

Seja sincero: ao escolher um candidato, decidindo sozinho ou contando com a ajuda do marketing eleitoral ou por grana, quais são os pontos que você analisa? Um palpite desavergonhado: seu foco é a simpatia do candidato para com as suas expectativas. É isso?

Depois de algumas eleições como técnico na estruturação de campanhas políticas, qualquer indivíduo começa a perceber o eleitor de maneira mais clara. E algo que fica evidente é que a empatia é a chave para que candidatos consigam confirmar seus votos nas urnas.

Transmitir sinceridade na fala também cria empatia entre eleitor e postulante. No Brasil como em qualquer outro lugar as eleições são emocionais. E os candidatos que conseguem interagir sentimentalmente com os anseios de um eleitor ou de uma comunidade consegue destes um mandato.

Muitos citam a eleição do atual governador de MG como uma peça de campanha política de mestre – Não é para tanto; o destaque vai mais para o momento do que para as estrelas do marketing político – mesmo em uma posição no fim da lista no início do pleito, o postulante passava a impressão, postura exclusiva sua, como se estivesse em primeiro.

E assim o eleitorado que não votaria de jeito nenhum em azul ou vermelho, viu a tangente amarela ser uma opção viável. Some-se a isso a fala certeira dele em rede, com um recado direto para a ainda fervente corrente sem candidato ao governo que se viu sem rumo quando seu líder nacional eleito, se absteve.

Emocional. Esse foi o voto de 2018. E de todas as eleições passadas e presentes.

Em 2020 tivemos um adendo: a razão tornou o emocional ainda mais relevante. O gosto e não gosto, tornou-se pragmático. E é o futuro. 0 eleitor agora teve tempo e oportunidade de sobra para comparar currículos – o acesso a contato direto através das lives nas redes sociais. Ouvindo e vendo quem queria seu voto. E isso definiu o “gostei e não gostei”.

Entender-se preparado, aplicado ao trabalho social e com um currículo, não garante voto. E fazer valer sua convicção politica tão pouco faz o votante transpirar afeição por qualquer candidatura. Com bagagem sem carisma, nem o carregador de malas da rodoviária te enxerga.

Quando se fala em projeto de campanha o eleitor que ler e saber até onde as candidaturas estão comprometidas não só com a cidade, mas com o seu quintal – as palavras moldam o que se quer ver. Não adianta dizer que é pela educação quando nada se oferece pela questão. Não adianta dizer que o legislativo não constroe escolas ou creche; O eleitorado só quer saber onde vai ser. Se vai ter é outra questão. É isso que define o voto.

Uma das ferramentas que vão sendo consolidadas pelo Movimento de Articulação e Integração Participativa Organizacional, o MAIPO, é justapor diretrizes que dialoguem com as pessoas para que saibam definir em quem votar para que haja oxigenação nos processos eleitorais, hoje, ambiente de profissionais.

A representação nunca esteve tão longe de representar algo, alguém, ou uma comunidade. #VamosConversando

*Jornalista, Coordenador Executivo do MAIPO

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Sou MAIPO (I)

 

por José Amaral Neto*


Conforme dados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral, TSE, 869 postulantes candidataram-se à vereança na cidade de Uberlândia, em 2020. No miolo de ocasião, 120 se declararam da cor preta. Passado o escrutínio permanece a questão: o que fizeram esses 120, o que fazem e o que farão, em prol da comunidade preta, a partir de agora?

A pergunta é relevante em face ao resultado, uma vez que a cobrança veio violenta e virulenta. Fazer política é uma arte; e é um trabalho onde a tinta faz toda a diferença. Pois é a cor que dá o tom num tricô, numa paleta para a tela alva, em uma isca pra pescar, num molde de barro ou argila, numa porcelana.

Nenhum partido político foi claro e transparente na aplicação de recursos em recorte a essas candidaturas pretas. A frustração é imensa. Ou houve algum beneficio evidente? As estratégias de campanha foram montadas sem a visibilidade necessária para a diversidade de opções. Se não se vê como escolher para além daqueles que já estão.

Senhor candidato, e senhora candidata, e agora como você vai falar com a comunidade preta? Talvez o momento ainda seja de repulsa ao resultado. É natural vociferar com a força da bílis; no entanto, vale também um olhar mais detido na estratégia que escolheu. Se certa estaria com o mandato. Equívocos ocorrem em qualquer situação ou espaço a ser conquistado.

Igual a qualquer comunidade, a preta, também merece reciprocidade permanente. Suas tradições são maiores que sua cultura. Suas tradições estão baseadas na sua identidade: a de trabalhadores forçados a desempenharem funções com a força da fé que crê em algo de bom no que faz. Na sua característica maior: o amor incondicional na humanidade, mesmo que está lhes tire tudo.

O ideário de pretas, e pretos, vai muito mais longe do que o momento político: a honra é a amizade; e é esta que faz o jogo sair do tabuleiro. Fazer campanha focada em um povo que sabe lidar com aqueles que lhes cortam as asas e insistem que voem, dá a liberdade em perceber o que é joio e o que é trigo.

Que os 120 se utilizem de sua auto declaração, nem sempre honesta, para mostrarem serviço agora. O preconceito vem ganhando força e legitimando o racismo. E isso não é bom para ninguém. As crianças continuam a perder suas infâncias, pois ainda no século XXI, a sociedade insiste em não ver que seus pais e mães, são assassinados não somente na bala, mas muito mais forte em sua dignidade.

Muita pretura na propaganda dos majoritários, mas nenhuma ação política efetiva foi criada – a cidade possui 15 secretarias municipais; muitos estão confortáveis com a possível continuidade em suas funções – entretanto, quantas pretas, e quantos pretos, estão sendo avaliados para compor a diversidade que a cidade merece ver no primeiro escalão? Há nomes.

2020 mais que um ano atípico, ofereceu tempo para reformulação de ideias e mostrou outros caminhos para que haja pavimentação na estrada da desigualdade. Coragem pra mostrar cor sem esperar a dor é o fio do momento. #VamosConversando

             


 *Jornalista, Coordenador Executivo do Movimento de Articulação e Integração Propositivo Organizacional, MAIPO 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

AMBIÊNCIA

Passados os momentos tensos de uma campanha eleitoral atípica em todos os sentidos, os eleitos comemoram num tempo onde os foguetes não são bem-vindos e, os perdedores inundam de áudios e vídeos raivosos, os canais virtuais, um direito claro, mas tão desnecessários.

A cidade perdeu. Elegeu uma câmara que já nasce sem um projeto para o município nas ações dos que se propuseram a estar representantes. Não é uma critica é um fato. A régua já está passada com a reeleição do atual prefeito; competente na sua condução executiva de Uberlândia. Os que chegaram seguirão ou não esse fio.

Contrapor-se não é uma opção segura visto que em 2021, questões urgentes exigirão decisões emergenciais iguais por exemplo a entrega do anexo do hospital municipal e, as intervenções no trânsito da cidade. Decisões que seguem um plano municipal pontual e inteligente.

A ausência de experiência política dos que estão chegando vai a tempo certo, enquadrar ou tornar invisíveis, os edis do momento. E isso não é um agouro analítico, basta olhar mais detidamente o que levaram os eleitos a pleitear este espaço.

Atuar no legislativo como profissional buscando consolidar-se como carreira, é a grande areia movediça da democracia. Essa eleição de 2020 mostrou claramente que pra ser é preciso estar, politicamente, em um projeto mais amplo, com um bom timoneiro na proa; e num barco com uma boa carta náutica.

Foram eleitos os apadrinhados, afilhados, e bons alunos, de mestre que hoje conduzem os debates da política uberlandense. Foram os projetos desses mestres que elegeram os 27 vereadores para a partir de 2021, serem a base de suas expectativas para 2022. Essa análise não é sobre a vida pessoal de quem se elegeu. É apenas uma observação sobre o cenário político e a vida política de quem agora será diplomado para servir a casa do povo. #VamosConversando

por José Amaral Neto, jornalista

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

2019, ano das microempresas e empreendedores individuais. Pode ser?

#AgendaDoAmaral

Apoiar e entender o universo das micro e pequenas empresas já não é uma opção, mas uma necessidade estruturante para o fortalecimento do PIB brasileiro. Seja na garantia de emprego; seja na sua consolidação empresarial. Hoje os microempresários representam um pilar importante na geração de riquezas, e no setor são 53,4% do PIB nacional. Empregam 52% da mão de obra formal, e são responsáveis por 40% da massa salarial brasileira.
Incentivar e criar um ambiente saudável aos empreendimentos de menor porte e para microempreendedores individuais é uma via expressa para o desenvolvimento. Hoje, juntos, são ainda mais decisivos para a economia brasileira. Qualificar é a palavra mestra. Viabilizar crédito e nortear investimentos, instrumentos disponíveis devem ser.
O Sebrae aponta que, 84% das pequenas e microempresas não têm acesso a linhas de financiamento, destinadas principalmente a grandes negócios. O Brasil precisa evoluir no quesito acesso ao crédito para quem está e quer empreender. Hoje o mercado é hostil para micro, pequena, e média empresa e empreendedores individuais.
Em 2019 essa agenda precisa ser prioridade pela empregabilidade, e pela geração de valor aos empreendedores individuais e microempresários que emprestam seu trabalho, criatividade e amor ao país, com a sua micro, pequena e média empresa. #VamosConversando

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

#DaIdeiaAmaral

CodeVita 2018
Estudantes: estão abertas as inscrições 
até o dia 17 de novembro e a etapa final será realizada na Índia

#VamosConversando sobre o CodeVita um programa desenvolvido exclusivamente para aproximar a TCS dos estudantes e dar a eles uma oportunidade de ganhar experiência, mostrar seu talento em programação e aprimorar suas habilidades na prática, local e mundialmente.
Nesta edição, os participantes enfrentarão problemas de programação baseados em experiências da vida real, a fim de ganhar experiência e desafiar suas próprias habilidades frente a outros estudantes de várias partes do mundo. Esta será a 7ª edição do CodeVita, que começou em 2012 na Índia e, desde 2014, tornou-se global.  A TCS espera contar com a participação de cerca de 2 mil alunos da região de Barueri – onde está situado seu escritório de São Paulo - e de 200 estudantes de todo o Brasil.
Poderão participar da competição estudantes universitários da América Latina integrantes de cursos de graduação ou pós-graduação relacionados com as áreas de Engenharia ou Ciências. O torneio acontecerá na primeira semana de dezembro. Depois de colocar em teste suas habilidades de programação, os alunos poderão integrar a equipe selecionada que viajará para a Índia para participar da etapa final que acontecerá em fevereiro. Os três primeiros lugares levarão a quantia de US$ 20.000,00.
Tata Consultancy Services (TCS), empresa líder em serviços de TI, consultoria e soluções de negócios,  anuncia a edição 2018 do CodeVita, competição de programação realizada todos os anos, que conta com a participação de mais de 200 mil estudantes do mundo todo. As inscrições vão até o dia 17 de novembro e podem ser realizadas por meio do endereço: www.tcscodevita.com.
“Queremos conhecer e investir nos jovens que se interessam por essa área de conhecimento, uma vez que eles serão os agentes das próximas mudanças digitais que veremos no futuro. São talentos com este perfil que farão toda a diferença na era do Business 4.0 que a TCS vem liderando junto aos seus clientes. Inovação está na essência e no DNA da TCS. Portanto, estamos extremamente ansiosos e atentos aos destaques desta competição”, analisa Tushar Parikh, Country Head do Brasil e Head Latam para as áreas de Banking Financial Services and Insurance da TCS.
A Tata Consultancy Services é uma empresa de serviços de TI, consultoria e soluções de negócios, que nos últimos 50 anos tem se associado a muitas das maiores empresas do mundo para acompanhá-las em suas jornadas de transformação. A TCS oferece um portfólio integrado, voltado para consultoria e com suporte cognitivo, de serviços de TI, Negócios e Tecnologia e Engenharia. A entrega é realizada por meio do seu modelo único de Location-Independent Agile, reconhecido como um padrão de excelência em desenvolvimento de software.

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(11) 5091-7838


 

#DaIdeiaAmaral

ESALQSHOW 2018 
"Futuro da agricultura tropical para a sociedade"
Em três dias, Fórum de Inovação para o Agronegócio Sustentável conecta profissionais e lideranças do setor, além de estimular a cooperação para a busca de soluções frente aos grandes desafios da agricultura, pecuária e do agro como um todo
#VamosConversando sobre Sobre o ESALQSHOW uma iniciativa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), campus Piracicaba (SP), em parceria com a empresa Araiby Feiras e Eventos em Agronegócios, com apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ). A primeira edição foi realizada no ano passado, reuniu mais de 3 mil participantes, 67 expositores, 55 palestras e apresentação de 51 projetos expostos em 14 vitrines.
Com a proposta de estimular inovações, o empreendedorismo e fomentar novas parcerias, o ESALQSHOW 2018 – Fórum de Inovação para o Agronegócio Sustentável, será nos dias 9, 10 e 11 de outubro, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP). “Futuro da agricultura tropical para a sociedade” é o tema central que norteará a edição deste ano e será abordado nos diversos eventos que integram a programação, com o objetivo de conectar profissionais e lideranças nacionais e internacionais, estimulando a cooperação na busca por soluções frente aos grandes desafios e oportunidades da agricultura, pecuária e do agronegócio como um todo.
A iniciativa visa incentivar a inovação e o empreendedorismo na agricultura, aproximando a academia do setor produtivo, estimulando parcerias para intensificar a colaboração entre a universidade e o mercado nacional e internacional a fim de gerar novas oportunidades e inovações.
Dentro do ESALQSHOW, além dos trabalhos de pesquisas e inovações tecnológicas desenvolvidos pela Esalq/USP, acontece o Painel Agricultura Familiar: Hackathon; Encontro de Lideranças do setor; o AgTech Valley Summit; o Espaço Inovar Esalq & Cia. Para aproximar a academia da comunidade, o Vitrine ESALQ, e a entrega do Prêmio Novo Agro.
Para o presidente do Conselho do ESALQSHOW, Roberto Rodrigues, os concorrentes do Brasil investem vigorosamente em agronegócio e é fundamental que as lideranças do País se atentem para a competitividade e apoiem o desenvolvimento. “Na dura disputa global que pode transformar o Brasil no campeão mundial da segurança alimentar e da paz, visto que não haverá paz onde houver fome, não há a menor dúvida que conquistar a taça depende de inovação e tecnologia”, aponta.
Segundo Rodrigues, o evento este ano será uma vitrine de tecnologia tropical sustentável guiada pela demonstração de inovações e das startups agro. “Teremos um evento de grande alcance do qual valerá a pena participar, pois trará discussões entre os principais representantes do setor público e privado sobre como avançar ainda mais do que já temos feito”, completa.
A edição de 2018 do ESALQSHOW tem o patrocínio da John Deere, Coplacana, Santander, Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (FAESP), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), LS Tractor, Rabobank e apoio da Arysta, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Raízen, Motorola, Imaflora, Mutua. Conta também com apoio institucional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de Piracicaba, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (ACIPI), Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ), Associação dos Ex-Alunos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ADEALQ), Esalqtec, Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (ABISOLO), Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Associação dos Distribuidores de Insumos Agropecuários (ANDAV), Serviço Social da Indústria (SESI), Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP) e Confederação das Associações de Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB).
“O ESALQSHOW vem para fortalecer e expandir o papel da Esalq/USP e seus parceiros, bem como ampliar a integração entre universidades e demais setores que envolvem todo o agronegócio. O evento é uma forma de dar visibilidade às iniciativas da academia e também mostrar ao público diversas novidades em produtos, serviços e projetos. Essa é a oportunidade de captar novas demandas do mercado para inovações tecnológicas, desenvolvimento de pesquisas conjuntas e formação de recursos humanos, num ambiente dinâmico”, afirma o diretor da Esalq/USP, Luiz Gustavo Nussio.
A programação completa está disponível em: http://fealq.org.br/esalqshow/
Assunto Relevante - Informe Publicitário via    (11) 4022-6824

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Consciente Consciência

#DaIdeiaAmaral


Para construir um prédio é preciso primeiro, a ideia, o desejo de ver algo rasgando o ar e que mudará o ambiente pensado. Depois a escolha do lugar. O local onde esse espigão vai alicerçar seus andares. Decidido isso vem o nanquim do arquiteto. A seguir a planta do engenheiro. Às mãos do mestre de obra, para enfim chegar ao pedreiro. Feito isso, o prazer do acabamento em fios, tintas e decoração.
Ações diversas integradas entre si e, não uniformes. Cada qual agindo em seu universo. O que une? A Ideia.
Enegrecer deveria ser assim em ação de negritude. Uns pelos outros, respeitando as diferenças e particularidades. Sendo o foco não a união de tarefas afins, mas sim o ato de ser negra, e negro, em uma ideia compartilhada. E que ideia seria esta? Reciprocidade.
O ser humano é por si vaidoso de sua posição. E isso é ser gente. Faz bem ao ego. Estimula. Contagia. Move equipes. Entretanto, achar-se espelho também reflete o egocentrismo que afasta pessoas.
O coletivo é uma massa que precisa do fermento do comprometimento. Pensar para muitos nem sempre é fácil. E se não olhar direito o que se quer fazer, pode-se acabar em areia movediça. E isso não é diferente em lugar algum. Quanto uma ação é desenvolvida e se traz o bem, o correto é apoia-la; e se entender que ela poderia ser melhor feita, que seja numa oportunidade a frente. O resultado 4 sempre será de uma operação de soma de 2 + 2.
Todo processo onde pessoas pensam o coletivo gera divergências o que oxigena o ambiente e sempre traz otimização e valor para a concretização da ideia. O que faz a diferença é como a reciprocidade será disponibilizada. Ser no lugar do outro é que faz o pedreiro exercer sua profissão sob os cálculos do engenheiro. Ser no lugar do outro é que dá vida à composição do ambiente decorado ante o projeto do arquiteto.
A comunidade negra precisa perceber-se ideia e seus interlocutores precisam ser reciprocidade.
A construção precisa da ideia de que são 500 anos de exclusão. E as pessoas precisam entender que quando um faz, ele o fez acontecer e isso merece reciprocidade, sem contexto. Apoiar é preciso se já há movimento.
#VamosConversando

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Sexta República Brasileira

por José Amaral Neto, jornalista, coordenador do Movimento MAIPO

É preciso articular a convocação para uma refundação da República brasileira. Considerando o fim: da primeira no mandato de Washington Luiz, que tinha como vice-presidente o mineiro Melo Viana, um não branco, nascido em Sabará; da segunda com o suicídio de Getúlio Vargas; da terceira com a saída de João Goulart; da quarta, tomada a força, tendo seu último governo nas mãos de João Figueiredo; da quinta, o período de redemocratização. É hora em 2018, de ser dar voz à Sexta República. 
Nos últimos anos o Brasil vem convivendo com a ausência de líderes que consigam falar sobre o país. O não surgimento de um debate nacional que seja conduzido por pessoas de pensamentos longitudinais e detentoras de ideias republicanas tem fragilizado as instituições. Dando espaço para o surgimento de espertalhões que fazem da política apenas á mesa de trocas.
Escrever sobre algo ainda não midiático como o termo Sexta República pode parecer estranho a quem quer tudo igual como dantes. Muito se tem olhado pelo retrovisor já que a frente não se sabe nada além do futuro qualquer que seja, porque ele já é. Uma liderança agrupa valores de coletividade e atraí naturalmente pessoas a sua volta. Não se pode impor liderados estes só existem se houver quem convoque à luta.
As articulações políticas hoje em voga são para impedir uma contenda democrática. Eliminando não concorrentes, mas ideias. Um paralelo é a Itália, que viveu o período “Mãos Limpas”, a Lava jato deles, já refundou sua república (severamente corrupta) em muitos movimentos que clamavam mudanças. Agora em 2018, imobilizada, tenta formar um gabinete “técnico”, porque seus políticos não querem avançar á uma coalizão. Perderam-se nas ideias intangíveis de uma Europa saqueadora.
A Sexta República brasileira é necessária para se entender a importância da Lava Jato muito além de seus resultados. Ainda surgirão muitos promotores e juízes abnegados do dever de fazerem cumprir a lei. Os excessos jurídicos de hoje serão corrigidos, e um país diferente já começa a surgir. Nos anos 1980, o saudoso empresário Antônio Ermírio de Morais se viu em um movimento de mudança igual ao de agora. Emprestou seu nome para a nau do novo, do não político. Foi aplacado por saber o que queria para o seu estado e para o Brasil. Nunca mais foi encantado a fazê-lo novamente. E com ele outros se calaram.
E desde então os mesmos vem fazendo do Brasil o caos que agora parece ter chegado ao limite. É inadmissível que um político se vanglorie e considere sucesso estarem a 10, 20, 30, e alguns 40 anos no cargo. Política não pode e não deve ser uma profissão. E são esses experientes que colocaram o país nesse lodaçal sem fim. Quem faz a roda girar são vereadores, deputados e senadores. O legislativo é a voz do povo. O pilar mais largo e vistoso do que se quer como nação. O Brasil desde antão, não tem isso. O sentimento de nação.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

#VamosConversando


Minas Gerais, Abandonada.
*José Amaral Neto, Jornalista,
Diretor da JANCOM Agência da Informação e
 Coordenador Executivo do Movimento MAIPO.

Educação relegada a um plano que não é bem um plano. Aonde a ausência de diálogo vem sendo a arma costumeira. Aos professores presos em discursos de legisladores que não os representa. Saúde sonhada sobre o unicórnio SAMU que quer ganhar estradas, mas sem saber em que ponto hospitalar descarregar seus moribundos cidadãos necessitados de cuidado que não os tem. Servidores públicos desamparados que em efeito cascata comprometem a gestão de seus serviços, onde o exercício do cargo nem mais é receber salários, este nem pagos corretamente.
A segurança estremece e prende em casa quem nada deve e teme por sua dignidade frente à ação de bandidos que se apoiam na despreocupada deficiência no comando do Estado. Para irritar o bom mineiro ainda mais, grassa a estupidez do sistema que feito sangria encarcera alguém que quer matar sua fome, mas não prende aquele que soca a cara do comum. E quem deveria servir se serve no churrasco das bases dos criminosos financiadores de benesses políticas escusas.
Legisladores que desconhecem seu papel, agindo apenas no palanque do palácio se esquecendo de seus territórios eleitorais que somente visitam de 04 em 04 anos, ou quando um cargo novo merece ser conquistado. Deputados que fazem de seus compromissos constitucionais a base de seu vinculo empregatício porque nada além sabem fazer. Gritam experiência em campanha para manter seus cargos e o status quo que assola e vilipendia o Estado.
Não existe um projeto para Minas Gerais. E é urgente pensar e agir sobre isto.
É preciso junto com a instalação da 6ª República que poderá vir a traçar um novo pacto federativo nacional, repensar as divisões geopolíticas de Minas Gerais. As macrorregiões foram constituídas para derrubar a configuração das cidades polos. Fragilizando a outrora autonomia de ações políticas que fortaleciam as cidades irmãs de uma região. Um exemplo é o triângulo mineiro desconstruído para abrigar o Pontal, Planalto de Araxá, Vale do Rio Grande, entre outras microrregiões sem liderança política que valha seu nome no mapa, sempre invisível.
Não é uma questão simplista de ser ou não municipalista, mas de entender que tudo começa nos municípios. É preciso pensar a cidade de maneira que a vejam como autônoma em decisões bases em educação, saúde e segurança – O Estado já não pode arguir sobre esses temas sozinho. Não tem competência para isso já se vão anos.
É necessário começar a falar sobre o ICMS ser depositado imediatamente quando recolhido na conta das prefeituras.. É preciso interromper o descompromisso do Governo Estadual com as necessidades dos munícipes. Não é inteligente que os impostos (ICMS, IPVA, por exemplo) sigam a Belo Horizonte ou outra capital brasileira, para depois voltar às cidades que o produziu. Uma vez recolhidos que as partes sejam contempladas imediatamente. Isso é simples matemática que um legislador mediano e com boa articulação deveria entender importante e assim conseguir defender e apresentar como projeto urgente à vidas das pessoas.
Acordar as montanhas adormecidas de Minas Gerais é preciso. É pra já construir uma Nova Minas Gerais, e refundar a República brasileira. Vamos Conversando.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

“incerteza” e “imprevisibilidade”

por José Amaral Neto*

Para muitos é simples falar sobre corrupção. São muitos os que não enxergam a raiz do problema. Milhares de compartilhamento de antigo e repetitivo post legalzinho que traz a chamada na moral de furar fila, pegar o que não é seu por alguém esquecido, pedir privilégio em detrimento de regras, alerta que essas são “inocentes” atitudes de corrupção que constroem os corruptores que delas fazem uso.
A raiz da corrupção em qualquer lugar é sistêmica. É preciso agir no comando, sim. Mas também é preciso enquadrar o núcleo com ainda mais vigor. Essa engrenagem só se movimenta porque todos os parafusos mantém-se desavergonhadamente ajustados. Essa anomalia não é só uma questão brasileira. Existem países ainda mais corruptos que o Brasil. Entretanto, aqui, pouco se fez nos últimos duzentos anos para que esse mal encontrasse seu limite de destruição.
Emblemático, esse tema de debate recorrente com arautos espertalhões que confundem a população sobre o que e quem é, corrupção, chega à mesa da presidência da República (Instituição pilar da democracia, hoje diminuída em sua estatura por verborragias da caserna que lhe deveria servir em hierarquia e por um poder judiciária onipresente), aprovado na câmara e no senado (organismos que se manifestam somente em amebíase) que traça  nova regra sobre uma regra. Ou seja, quer se quebrar o que funciona bem: a Lei de Improbidade Administrativa.
Salvar Prefeitos consolida candidaturas; e se elege quem melhor se posiciona em favorecer os amigos. A nova lei rege sobre como a justiça deve olhar para escorregadelas dos alcaides tupiniquins. Protegidos podem alegar: “não fui eu”; e isso será o bastante para garantir-lhes a presunção de inocência. Salvo se pegos (os inimigos políticos dos possíveis acusados?) em “erros grosseiros” como explicita o texto do documento federal proposto.
Incerteza e imprevisibilidade são as sensações que permeiam a legitimidade do poder legislativo brasileiro em suas três instâncias que carecem de lideranças que consigam ter um projeto de Brasil. É preciso pensar o país com novas mentes evolutivas e desenvolvimentistas. É preciso querer ser Brasil para o Brasil na extensão do mandato que se ocupa seja no Judiciário, no Legislativo e, no Executivo. É preciso pensar na 6ª República (considerando a República Velha 1889-1937; Estado Novo 1937-1945; De Gaspar Dutra até Jânio Quadros 1945-1964; Regime Militar 1964-1985; Redemocratização 1985-2018).
A viagem dos dois signatários à vacância do cargo presidencial e a ascensão de Carminha, talvez venha para pano de fundo tornar-se bruma à canetada à sanção sorrateira ao projeto Anastasia Lei 7.488/2018. Assim confundindo a audiência e privilegiando mandatos em ambiente de lótus.
#VamosConversando
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* José Amaral Neto, é jornalista, diretor da JANCOM Agência da Informação e Coordenador Executivo do Movimento MAIPO 


segunda-feira, 9 de abril de 2018

#VamosConversando

PENSANDO O BRASIL, MINAS GERAIS, COMO PRIORIDADE O MUNICÍPIO.

O Movimento de Articulação e Integração Popular, o MAIPO, não age para se tornar um partido político; mas trabalha para ser uma referência como movimento político. O Brasil carece de lideranças que sejam claras na luta pelo bem estar das pessoas. Temos muitos homens e mulheres com bonitos discursos. Mas, são somente discursos. As pessoas querem é comida na panela e emprego digno. Uma moradia que não seja entre municípios, mas dentro do contexto de sociedade inclusiva e acessível aos bens públicos de maneira igualitária e assertiva socialmente.
O MAIPO quer ser uma estrada a ser pavimentada por pessoas que saibam gerir ideias com trabalho. Um espaço onde atuar politicamente seja palco para o bem estar das pessoas e a consolidação de luzes á cidadania. Um lugar onde o debate seja por melhores condições de bem viver para muitos, e o pensamento seja de coletividade. O Movimento MAIPO é a Articulação necessária para a urgente Integração social e política, em favor dos interesses do povo para o povo.
O MAIPO é baseado no alicerce de conquistar vitórias sociais com a devida argamassa política bem posta em representantes que não somente se identifiquem com as questões populares e urgentes para a população, mas sim, com aqueles que se tornem servidores dos interesses do povo.
No dia 06 de março de 2005 uma reação contra um ato administrativo da Prefeitura da cidade de Uberlândia em Minas Gerais, fez nascer um movimento que em movimento venceu o establishment. Mostrando que melhor que negligenciar é se informar. O entendimento de José Amaral Neto, idealizador deste Movimento MAIPO, sempre é de negociação. Conversar para esclarecer e unir possibilidades. Com esse propósito conseguiu junto a outros que se uniram ao processo de luta, vivificar a validade do trabalho de referência naquela situação do órgão em questão, mostrando que sua importância perpassava para além das pessoas antes ocupantes de seus cargos, e da força política e alcance social do seu recorte étnico-administrativo para a comunidade negra. O Movimento MAIPO venceu.
Propositivo em sensibilizar a população uberlandense para a importância de se manter esse órgão conseguiu a atenção da administração municipal, que não o devolveu como necessário seria, mas manteve a sua identidade intacta por um período importante à luta da comunidade negra uberlandense na primeira década deste segundo milênio.
Fortalecidos nesta empreitada ganha, o MAIPO dirigiu-se a conseguir formatar um caminho que pudesse produzir oportunidades que permitissem soluções e encaminhamentos às muitas necessidades das agremiações que formam o movimento negro organizado.
Ainda é um trabalho sendo construído. O movimento negro são vários...!
Em 2006 desafiado a estar em um nível diferente nas questões políticos partidárias, ditas impossíveis para alguns, José Amaral Neto, conquistou a presidência do PTdoB Partido Trabalhista do Brasil, o 70, à época estadual e nacional dirigido pelo então vereador da cidade de Belo Horizonte, o hoje deputado federal Luiz Tibé. 
Até dezembro de 2013 quando entregou a presidência da executiva municipal, José Amaral Neto, deu vida à uma das mais emblemáticas articulações políticas oriundas de uma partido identificado como nanico, na cidade de Uberlândia, quando em 2010 foi candidato a deputado estadual; e em 2012 lançou chapa de candidatos a vereador na "Coligação Trabalhista" que apoiou o hoje deputado estadual, Luiz Humberto Carneiro.
Em seus 183 anos, nesses 130 anos de abolição, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais, nunca recebeu um negro, ou negra, deputado estadual. E à Câmara e Senado, a invisibilidade só não sufoco porque história dos poucos que por lá passaram, são o oxigênio dos que ocupam mandatos atuais.
Desde 1988, José Amaral Neto é casado com Ana Paula, com quem tem três filhos, Raphaella, Yasmim (adolescente) e Antonio Vinnicyus. E tem 3 netos, Otávio e Théo, de Raphaella (genro Antonio Carlos Junior); e Raul, de Antonio Vinnicyus  (nora Thayna Almeida). É servidor público municipal na Prefeitura de Uberlândia desde 1990.
No próximo post: ... "Em 2007 o MAIPO teve importante papel na apresentação da instalação da TV Brasil, emissora pública do Governo Federal. E neste mesmo ano de 2007, a convite do médico, saudoso José Edmundo Pereira, na realização de Congresso Internacional de Dermatologia em Uberlândia, com foco na pele negra. Destaque mundial. ..." #VemProMAIPO #VamosConversando